Branca Alves de Lima é considerada o verdadeiro Patrono da Educação Brasileira, criadora da Cartilha: “ Caminho Suave.”
Por mais de 50 anos, alfabetizou mais ou menos 40 (quarenta)milhões de pessoas, entre crianças e adultos.
Nascida no ano de 1911, faleceu aos 91 anos, em 2001, praticamente esquecida pela a Sociedade Brasileira.
Muito da alfabetização do nosso país deve-se a ela. Por senso moral, devemos honrar a história e a memória de: Branca Alves de Lima.
À sua memória, o carinho e gratidão por uma vida dedicada à Educação com amor e dignidade.
Branca Alves de Lima
Quem foi Branca?
Branca Alves de Lima, Nascimento 13 de agosto de 1910, São Paulo, SP, Brasil. Morte 25 de janeiro de 2001 (90 anos) São Paulo, SP, Brasil, Nacionalidade brasileira, Ocupação professora e escritora Principais trabalhos Caminho Suave
Branca Alves de Lima (São Paulo, 13 de agosto de 1910 – à , 25 de janeiro de 2001) foi uma educadora brasileira. Ficou conhecida por editar a cartilha Caminho Suave, que se tornou um fenômeno editorial na alfabetização de crianças pelo Brasil.
Biografia
Começou a lecionar em escolas do interior de São Paulo durante a década de 1930. Seu primeiro trabalho foi em uma escola rural localizada em Jaboticabal. Na época, segundo ela, era obrigatório lecionar por um ano em uma escola de zona rural e alfabetizar no mínimo quinze alunos para poder conseguir ensinar em uma escola urbana.
Em 1936, passou a lecionar em Rio Preto, no grupo escolar Cardeal Leme. Lá, iniciou experiências de alfabetização com imagens associadas à sílabas. Ela percebeu que, se associar uma letra a uma figura, as crianças não se esqueceriam. A letra G foi associada a um gato e a o F a uma faca, por exemplo.
De acordo com Branca, os métodos anteriores de alfabetização não eram eficientes, pois começavam com as orações para depois chegar às palavras.
O sucesso dos cartazes fez com que muitas professoras a sugerissem que ela escrevesse uma cartilha. Para poder aumentar a transmissão desse sistema, Branca criou o livro Caminho Suave em 1949. Com a ajuda do pai, um contador, bancou sozinha a distribuição de 5 mil exemplares — mil distribuídos às escolas e os outros 4 mil foram vendidos rapidamente. Sua empresa passou a se chamar editora Caminho Suave.
Seu método consiste na alfabetização pela imagem. Depois da fase em que se associa desenhos a letras é que se começa a usar pequenos textos de fixação. Segundo ela, esse método segue em ordem alfabética, não colocando sílabas que ainda não foram apresentadas.
Em 1971, a cartilha apresentou a primeira alteração, passando a ser colorida e com noções de gramática funcional. Já em 1980, ganhou espaço para exercícios escritos. Até 1987, o livro vendeu mais de 40 milhões de exemplares.
A cartilha perdeu força quando o governo brasileiro passou a adotar o método construtivista, cujos maiores expoentes são Jean Piaget e Paulo Freire. Em 1996, a Caminho Suave foi excluída do Programa Nacional do Livro Didático. Naquele mesmo ano, Branca fechou a sua editora, com os direitos da publicação sendo repassados para a Edipro.
Morte
Branca morreu no dia 25 de janeiro de 2001, no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, vítima de um câncer de pulmão. Era solteira e não tinha filhos.
Legado
Apesar de o livro não ser mais distribuído pelo Estado brasileiro, a Caminho Suave continuou a ser lembrada pelos leitores. Em 2010, chegou à 129ª edição e era um dos cinco livros mais vendidos pela Livraria da Folha. Em 2020, a cartilha foi lembrada pelo então presidente Jair Bolsonaro, que criticou os livros didáticos usados no Brasil e recordou que foi alfabetizado através da publicação de Branca Alves de Lima.