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DÉCADA DE 70 E A PROFISSÃO DE CORRETOR DE IMÓVEIS EM BRASÍLIA

Em conversa realizada nesta semana com um dos mais experientes corretores de imóveis de Brasília — que iniciou sua carreira na década de 1970 —, ele relatou como foram os primeiros passos na profissão.

Segundo o veterano, naquela época era raro encontrar quem realmente possuía um escritório imobiliário físico, mobiliado, especialmente em áreas nobres da cidade. Ter um telefone fixo era um verdadeiro privilégio — e também a principal ferramenta para captar clientes, já que o telefone era o maior meio de comunicação da época.

A divulgação dos imóveis era feita principalmente nos jornais impressos de grande circulação, através dos famosos classificados. “Os tempos eram outros”, comentou o corretor, com os olhos vidrados no passado, vasculhando antigas memórias daquela década.

No Setor Comercial Sul (SCS), em Brasília, havia um local conhecido como Galeria dos Desesperados — um ponto repleto de orelhões (telefones públicos operados com fichas), que se tornava palco de intensa disputa entre os corretores. Eram tantos profissionais tentando usar os telefones ao mesmo tempo que, segundo confidenciou o corretor, não eram raros os conflitos, principalmente quando surgia alguma divergência sobre a comissão por um cliente atendido por outro colega.

Ele também relembra que, mesmo quando os clientes tinham carro próprio, faziam questão de ir com o corretor nos seus veículos para visitar os imóveis. “Bons tempos aqueles! As pessoas eram mais honestas, mais humanas…”, concluiu com saudade.

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